Reflexões do meu dia a dia, dos assuntos cotidianos, das polêmicas, das vivências... Aquelas idéias que talvez alguém queira compartilhar e opinar. Afinal aprendizado e conhecimento vem de discussões e troca de experiências!

terça-feira, 17 de março de 2015

7. Pessoas na minha vida: Quem tá dentro, quem tá fora!

A alguns anos eu passei por varias situações chatas, constrangedoras e muitas vezes injusta. Mas quer saber, hoje eu percebo que em muita coisa a culpa foi minha. Somos nós quem escolhemos o nosso circulo social. 

É claro que existem pessoas aleatórias que por pura maldade e preconceito te assalta, te agride, fala mal de você, julga suas ações e você não tem nenhuma relação com elas, mas geralmente as pessoas que mais afetam o nosso dia a dia são as pessoas próximas. Nós colocamos expectativas. Fazemos de tudo por uma boa convivência e quando nos vemos falhar, a chateação é imensa. 

Sempre me ensinaram sobre amor, perdão, segunda chance. E assim fui mantendo muita gente tóxica na minha vida por acreditar e colocar esses preceitos em primeiro lugar. Não me entendam errado. Acho que a gente deve relevar e tentar deixar pra trás a maldade dos outros. As pessoas as vezes cometem erros, e essas são dignas de segunda chance. Mas tem gente que é por falta de caráter mesmo. E estas, são as pessoas que você deve cortar da sua vida. Perdoar, perdoe, mas jamais conviva com esse tipo de gente de novo! Essas pessoas só tem uma função: testar sua paciência, seu amor próprio, colocar pessoas contra você.... E ninguém precisa disso. A vida já tem obstáculos o suficiente pra você colocar mais um.

Eu não me importo com a opção sexual, cor da pele, situação financeira, muito menos com a religião. O que me importa é o que a pessoa tem dentro do peito. Um coração gentil, ou uma pedra maligna no peito. Eu vejo tanto discurso de ódio, desrespeito, desamor mesmo. Como diz as frases mais clichês... Não adianta passar o dia na Igreja, e desrespeitar o porteiro, matar o cachorro do vizinho envenenado, xingar e desrespeitar as pessoas na rua, comprar coisas roubadas, tirar vantagem dos ignorantes. Não adianta se dizer moralista mas não ajudar o seu próximo, não ter compaixão, não ter coragem de doar uma cesta básica ou um agasalho pra um necessitado. 



O que conta em uma pessoa é o CARÁTER ou falta dele. A capacidade que ela tem de prejudicar o outro pelo puro prazer doentio de fazer mal ou por se achar melhor do que alguém. Pessoas que enxergam somente o próprio umbigo, jamais vão agir pelo bem do outro, a não ser que tenha algum interesse direto, uma vantagem pra isso. Burlam leis, sem se importar com a consequência disso. Passam na frente dos outros na fila, que não oferecem o acento a uma grávida, idoso ou deficiente físico. Já ouvi gente reclamando até da existência da vaga pra idosos e deficientes no supermercado, como se essas pessoas não fossem envelhecer ou pudesse infelizmente sofrer um acidente e necessitar desse tipo de auxílio. É o caso de uma pessoa que compra um órgão no mercado negro por exemplo, e daí que alguém foi sequestrado e assassinado pra isso?!

E desde o empurrar o outro no ônibus pra entrar e sentar, ou cortar a fila pra ser atendido primeiro, a pagar propina pro guarda, e até dirigir bêbado, estas são as pessoas que não enxergam nada além da sua necessidade própria. As que traem, as que roubam, as que mentem. Pra muitos isso não é nada demais até atingir alguém da sua família ou a si mesmo. Se alguém é atropelado, se alguém é assaltado, essas pessoas assim como você podem pagar propina, sair por fiança, usar de influência.



Eu confesso que eu já errei, dirigi depois de umas cervejas, coisas desse tipo.  Mas nada do que eu fiz, por muita sorte, prejudicou outras pessoas. Mas eu me arrependo. E hoje, sigo o que eu acredito ser certo. Mas eu tenho orgulho de dizer que eu nunca fiz nada com a intenção direta de prejudicar alguém. Eu não agredi, não roubei, não matei, não fiz fofoca. Apesar de algumas pessoas sem caráter terem me acusado de ter feito.

O mais interessante é que tem gente que acredita nessas mentiras. Tipo uma menina que é o dobro de altura e largura que eu, falou que eu bati nela. Eu com o meu soco fracote (fiz muai thai e o saco de areia mal se mexia) bati numa mulher que é o dobro do meu tamanho. Depois essa pessoa ainda inventou mais e mais e mais, até coisa bem suja, sobre eu ter contado detalhes íntimos com uma pessoa que eu não tinha mais do que respeito, e que NUNCA existiram. E arrumou ainda testemunha tão mal caráter tanto pra dizer que é verdade. O mais interessante é que "testemunha" era uma pessoa que eu nem conversava. Que não convivia comigo, que não entrava dentro do meu carro, que eu nunca dei carona. Mas eu contei detalhes íntimos da minha vida pra essa pessoa que eu não me simpatizava, e que claro juntamente com a outra teriam vantagem se a pessoa que se tratava a conversa, brigasse comigo. Além de espalhar pra todo mundo, para que eu perdesse meus amigos, e a confiança do resto do grupo. É tão esquema pra prejudicar, que se fosse por preocupação, a conversa teria sido limitada a pessoa de interesse.

Mas eu escolhi conviver com essas duas pessoas. Eu deixei que fizessem parte do meu círculo por conta da educação, e uma delas eu cheguei a confiar um dia. Mas eu deveria ter visto. Pela a ação dessa pessoa com as outras. Até então eu não era boa em julgar caráter. 

Hoje antes de colocar alguém na minha vida eu observo bastante. Como uma pessoa trata o caixa do supermercado, o garçom no restaurante, o mendigo da rua, a velhinha no mesmo ônibus. Como essa pessoa defende suas idéias, fala sobre os outros ao redor, como se comporta. Alguém que se mostra aproveitador e violento eu literalmente CORTO da minha vida. É como se fosse um vício sabe. Se a pessoa vê uma oportunidade de tirar vantagem, ela vai tirar. Tem muita diferença no ladrão de galinha e no assaltante de banco. Na pessoa que comete um erro por inocência, e a que faz armadilhas contra a outra. 

Eu cansei de ser vítima desse tipo de gente. Eu larguei de mão do "segunda chance". Sempre que dei segundas chances foram necessárias terceiras, quartas e quintas. Não é necessário prejudicar ninguém. A não ser que a pessoa literalmente te agrida, te roube, ou coisa do tipo, o melhor é deixar de lado. Se necessário procure justiça, faça sua parte em sua defesa. Tentar falar a verdade muitas vezes só vai piorar a sua situação, porque gente RUIM arquiteta o plano muito antes de executar. As pessoas que você acredita que estão do seu lado, vão ser seduzidas pelas mentiras. E assim você e suas expectativas vão se sentir um fracasso nesse mundo injusto. 

É só olhar a situação política de hoje, coisas que são tão claras mas não se resolvem. Porque essas pessoas arquitetam tão bem suas tramóias e falcatruas que tem gente que as defende, que as colocam de volta no poder. 

Enfim, na minha vida hoje é assim, tem caráter, tá dentro. Não tem, passa longe. E não me importa quem seja. Parente ou não, desse povo eu quero é distância! Muitas vezes é melhor apanhar da vida de forma honesta e talvez mais solitária, do que se cercar de pessoas que só estão esperando uma chance de te deixar na mão. Eu procuro pessoas para somarem na minha vida, e não tiraram o prazer dela.

3 comentários:

  1. voc~e sempre foi uma garota diferente Andréia, se dá bem com todo mundo e se relacionava com o pessoal de bandas, burgueses ou de periferia, sempre um sorriso no rosto e nunca fez acepção de pessoas. É por isso que é querida por todos que a conhecem, mas não dá pra agradar todo mundo, né? Curta a vida, 'choose life".

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  2. Andréia, que blog mais bonito o seu. Gostei dos tópicos que você aborda. E esse relato seu foi fascinante. Vira e mexe eu faço uma limpeza dos meus contatos e amizades, esse negócio de ter amigos confete não é mais comigo não kkkkk parabéns de novo pelo blog

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  3. Adorei o post, diz muito a realidade que vivemos. Adorei aquela ilustração que retrata a falta de amor ao próximo e aos ANIMAIS. Sou protetora de animais e sei o quanto os seres humanos são mesquinhos.
    HOje em dia sou muito seletiva em relação as amizades. Aprendi que a gostar mais de qualidade do que quantidade.

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