Reflexões do meu dia a dia, dos assuntos cotidianos, das polêmicas, das vivências... Aquelas idéias que talvez alguém queira compartilhar e opinar. Afinal aprendizado e conhecimento vem de discussões e troca de experiências!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

6. Vida de Mulher Casada: Desvendando o mundo da vida a dois.

Nesses últimos anos que se passaram a minha vida tem dado uma guinada catastrófica. De morar na casa da minha mãe, fui parar na casa do meu pai, morei sozinha, e agora divido a casa com meu marido, Tudo isso em menos de 4 anos. Foram tantas mudanças, pessoas e costumes diferentes que quando passei a morar sozinha achei que tinha encontrado o meu paraíso. Mas depois me senti muito solitária. 

O mais incrível é como as regras se aplicam. Na casa da minha mãe eu vivia basicamente no meu quarto. Só saia de lá para comer, e nos fins de semana, quando não tinha ninguém em casa. Já na casa do meu pai foi algo mais tranquilo, porque somos duas pessoas muito parecidas. Nenhum invadia o espaço pessoal do outro, mas nos fazíamos grande companhia. Depois veio a fase de morar só. Ter o meu canto, os meus limites e as minhas responsabilidades. Apesar de me sentir sozinha as vezes eu adorava meu mundo com as minhas próprias regras. Pode parecer besteira, mas decidir a disposição dos móveis e as regras da casa são uma delícia. Até porque pra mim não tinha regra nenhuma! Era o meu canto! Os outros sim tinham que bater na porta e pedir pra entrar.... Paraíso! Daí eu reconheço a pessoa destinada a mudar a minha vida inteira, e me mudo pela terceira vez em quatro anos! 

Olha, esse sim é o paraíso. Moro de aluguel em um flat mobiliado. Ainda não tive o prazer das decisões da decoração e de cada canto da casa, até porque não vou investir dinheiro em um lugar que eu vou me mudar em poucos anos. Dou meus toques pessoais, mas vai assim mesmo. Mas o paraíso em si não é pela casa, que é bem confortável por sinal, mas pela companhia incrível que eu tenho diariamente. 

Muitos podem dizer que eu to ainda no clima de lua de mel. Mas como é de praxe, eu acredito que o primeiro ano sob o mesmo teto é decisivo. Ou você ama pra sempre ou odeia. O que mais tem é história de casal que não sobrevive a um aniversário. O que acontece é exatamente a parte que muitas vezes a gente quer se libertar da regra dos outros e impor as nossas.

Dormir e acordar juntos todos os dias é bem diferente daqueles fins de semana na casa da sogra. As responsabilidades do café da manhã, almoço e janta são suas. Dividir banheiro, aguentar a bagunça do outro, os gostos peculiares do outro, compartilhar os momentos, a TV. Acredito que as coisas que mais pegam são o banheiro, os momentos e a TV. 

Eu tenho a sorte de ter um marido bem mais vaidoso que eu. Ele tem as coisas dele muito bem organizadas. Eu sim sou a godzilla da relação. Mas acho que uma das coisas essenciais dele ser assim comigo é exatamente o fato de eu não exigir nada. Eu divido o meu shampoo com ele, deixo pegar as minhas liguinhas de cabelo na hora de se barbear (ele tem o cabelo pelos ombros, e o amarra pra não cortar as pontas na gilete), não me importa se o assento está levantado ou abaixado. Afinal é o mesmo esforço pros dois. Já sou muito agradecida por o assento estar sempre limpo, sem respingos, deixamos um bom ar no banheiro assim como um desinfetante... ou seja, usou da maneira que precisou, limpou e deixou pronto para o uso do outro. Acho bem interessante essa da briga do assento. Gente. A gente vai em tanto bar, shopping onde tem banheiros que 1000 pessoas usaram, as vezes sujo, e a gente usa sem frescura! Agora ficar nessa de "ai deixa o assento abaixado". Não. Exige o banheiro limpo, e só pra constar é VIDA A DOIS. Ambos tem que ceder.  Falar a verdade pra vocês eu nem reparo muito no assento. Até acho que a maioria das vezes o vaso tá é completamente fechado pra não respingar a descarga. Pra mim o nome disso é frescura. Eu divido. Ele não usando o meu sabonete íntimo, que é a única coisa específica pra mulher no meu banheiro, tá tudo ótimo. E claro eu também respeito as lâminas de barbear dele. Já compro um pacote de descartável e deixo no armário, se por acaso em uma emergência precisar eu tenho as minhas. Assim não tem briga! 

Compartilhar os momentos é bem complicado, porque primeiro que você está com a pessoa quase todo o tempo. Aquelas coisas que vocês faziam durante o dia inteiro cada um na sua casa, agora tem que ser feita no tempo da vida a dois. Então sempre vai rolar o momento "cada um no seu canto". Isso não quer dizer que a pessoa não te ama. Isso quer dizer que ela está sendo ela mesma. Ninguém dá conta de ficar 24h voltado para o outro. Agora mesmo estou aqui blogando, ação minha, somente minha. Ele tem as horas de jogar o futebol, olhar e-mails, etc. Mas é importante também determinar os momentos de estar juntos. Rotina mesmo. Aqui em casa as refeições sempre são compartilhadas. E durante o quilo a gente assiste juntinho um seriado, um filme se der tempo. Quanto o tempo sobra a imaginação vem a tona, jogamos baralho, dominó, montamos quebra-cabeças, além de conversar muito. Reservamos pelo menos 2h para o individual, e o resto do tempo compartilhamos. Nas folgas uma saída é obrigatória. Que seja caminhar no parque de mãos dadas, ir a um bar, jogar uma sinuca. Não pode é ficar na mesmice trancado em casa, porque não tem santo que aguente! Quando a pessoa passa um tempo curto com você ela sempre vai ter muitas novidades e coisas sobre o dia dela pra contar, na vida a dois você faz parte do dia, então as novidades parecem desaparecer... Por isso saiam! Vão ver gente,  comentar o que estão vendo e partilhem sobre o dia no trabalho.

E por ultimo a tal da TV. Queremos estar sempre juntinho mas cada um tem um gosto diferente, ele por exemplo com os jogos de futebol, e eu tenho um gosto de seriado e filme mais românticos (sim! sou mulherzinha). Mas pelo menos eu tenho notado que temos manejado bem esse tempo juntos. O futebol como tem horário marcado, eu já sei que não tenho direito de pensar em trocar de canal. E tenho o meu horário de malhação em que a TV é minha por 1h diariamente. O resto do dia decidimos que vamos assistir coisas que ambos gostamos. Os gostos peculiares deixamos pra assistir no computador/tablet nos momentos sozinhos. Eu mesma odeio filme de terror, me dá pesadelos. Não gosto dessas coisas relacionadas com morte, guerra, acidente. Filmes de ação assisto poucos. E já amo musicais que parece que é o terror dos homens... hahaha. Então pra não torturar em nome do amor, ficamos nas comédias policiais, românticas e nos seriados que ambos achamos interessante. Ambos rimos e continuamos mantendo o bom humor. Óbvio que há exceções! Sempre aceito às sugestões das coisas que ele realmente quer me mostrar e vice e versa. Mas no fim um sabe o que é tolerável para o outro e não ultrapassar essas barreiras faz um bem danado para a vida a dois. 

No mais como tudo é se adaptar e ceder de vez em quando. Eu por exemplo não gosto de comida apimentada, mas quando vou servir pra ele atenciosamente coloco o vidro de pimenta do lado, ou não faço escândalo se ele re-temperar a comida no prato deles desde que ele prove antes o que eu me esforcei pra fazer . Ele entendeu que nem todo dia eu vou ser a deusa da lingerie, e também isso não quer dizer que eu não queira me relacionar com ele. Só que quando você está sozinha, com tempo dá pra se produzir toda, e dividindo o mesmo quarto, o mesmo banheiro (aqui só tem um!) fica meio difícil ter privacidade para preparar essas performances. Mas sempre tem os momentos disponíveis pra essas coisas, quando o outro dá aquela ida no mercado, durante a  volta do outro do trabalho, quando a gente fica com a casa inteira disponível. E se ele tiver em casa e quiser, não custa nada pedir também. Acho ótimo inclusive saber que existe desejo, fantasias onde eu sou o foco, e não uma mulher da revista ou de um filme. Pior seria ele não se importar com essas coisas. E sinceramente eu vejo muita mulher fazendo a fresca. Porque homem não quer saber se você ainda não depilou, se você não quer ir por cima hoje. Ele quer saber de carinho, de atenção e retribuição. Converse, explique seus termos e condições e aproveite o desejo do outro. A não ser que você não esteja realmente a fim, é besteira ficar nessa tortura de "aiii, não seiiiii...mas tem issooooo e aquilooooo", isso broxa qualquer um. Se homem se fresquiar pra mim sem razão nenhuma eu vou ficar p. da vida. Então em retribuição eu jogo limpo: "tô afim", "não tô afim", "com um carinho posso entrar no clima", simples assim. Vida a dois é basicamente conversa. Eu falo quando eu quero mais carinho, quando eu quero mais intensidade, quando quero dormir de conchinha e quando to agoniada e quero dormir solta na cama, e ele a mesma coisa. Nada de cara feia! Nada de forçar a barra.

Respeitar o limite do outro é essencial, e entender também que ninguém acorda bonito todo dia. O cabelo bagunça, a cara incha e amassa, ficamos cheios de marca de costura na cara, finalizado com aquele bafinho matinal. O corpo muda, as pessoas engordam, emagrecem, tem o dia de stress no trabalho, as vezes não dormem bem e ficam de mal humor, e nós mulheres temos a famosa TPM. Reconheça os sinais. Quando meu marido tá de mal humor eu nem chego perto, deixo ele me procurar, me contar as coisas, nem contesto muito. Assim como a gente tem as loucuras do período menstrual, eles tem os dias de humor alterado também. Daí é só lembrar do carinho e esforço deles com as nossas loucuras e fazer igual.

Acho que meu casamento vai passar do primeiro ano! E vai durar pelo menos uns bons anos (eu acredito que pra sempre... kkkk) Enquanto as pessoas não entenderem que se trata de uma vida a dois, muita gente vai falhar. Não é por falta de amor. É por puro egoísmo mesmo. Muita gente gosta de puxar o limite do outro, do estilo "se ele/a me ama vai fazer por mim", simplesmente para alimentar o ego, fazer uso do poder que tem sobre o outro. Daí temos aqueles casamentos a base barganha, que também acabam quando aparece outra pessoa que tem propostas melhores a oferecer. Eu não procuro algo assim. Procuro o que é bom pros dois, ambos devem ter vantagem, ser equiparados em importância na relação.

Todo casamento vai ter discussões, e eu acredito que seja saudável. Tentar chegar a um consenso mostra interesse na relação. O perigoso é a pessoa não se importar, ignorar e cada vez mais se afastar de você. Não falo briga, com xingamentos e agressões. Desrespeito não leva a lugar nenhum, e não demonstra amor em nada. Uma coisa que eu noto bastante é que tem homens e mulheres que confundem o "fetiche" com o dia a dia. Uma coisa é a pessoa gostar de uma "dirty talk", de uns tapas, puxadas de cabelo e palavrões durante o ato sexual, outra coisa é isso ocorrer no dia a dia, em todos os ambientes. No resto dia é pura violência, nada mais. Eu sinceramente não acredito que uma pessoa goste de grosseria o tempo inteiro. O que acaba acontecendo é que o homem acha que tem direito de tratar a mulher como um brinquedo, ali pra satisfazer as suas vontades e obedecer, e a mulher por gostar disso na cama, acha que deu o direito para o parceiro de trata-la assim e prefere não cortar para não perder o relacionamento. E a ressalva que tem mulher que também faz esse papel, trata o homem feito um lixo, e ele movido pela paixão aceita as humilhações. Isso não é saudável. Sexo e a realidade do convívio na vida do casal são coisas distintas. Tem que existir carinho, respeito, limites. Numa relação, independente do sexo de ambos os parceiros, tem que existir hora pra tudo. Até porque não tem coisa mais feia do que casal ao gritos e berros na rua, cenas de ciúmes violentas, e gente achando que não merece respeito porque gosta de uma pegada mais forte. Isso é instinto primitivo, não tem nada com seus valores como um ser humano. Então por favor, separem a personalidade sexual para a hora do sexo. Faz um bem a você e a todos o que te cercam, mas principalmente pra você e a sua autoestima.

Enfim, isso é um pouco do que tenho descoberto morando junto a quase um ano. Espero conseguir sempre seguir desse princípio de me importar com os sentimentos do meu marido. E que eles se mantenha também assim, esse doce que é comigo. Trabalhar no respeito, o tempo em conjunto e o tempo pras particularidades é muito importante, mas mais do que isso respeitar os limites do outro. Supere os seus limites, mas não imponha o limite do outro. Tudo é discutido, tudo é pesado e dosado. E nunca parem de namorar. Isso é essencial. Ficar bonitos, cheirosos e exibir um ao outro e para os outros é uma delícia. Faz bem pro ego e pra relação!

Pra todo chinelo velho tem um pé cansado. Se a relação não tiver dando certo, se o outro não faz por você coisas que são razoáveis no seu dia a dia, ai sim acredito que é hora de repensar no relacionamento. Porque a vida a dois é pra ser feliz, aproveitar... e não uma guerra diária. O maior erro, falo como ex-solteira que esteve muito tempo na praça, é se relacionar com pessoas que não te completam só pra não ficar sozinha. A gente sabe que a relação não vai pra frente. Que a pessoa te decepciona. Você se imagina com outras pessoas, em outras relações, tá sempre comparando a sua relação com a dos outros pra saber os pontos positivos de você ainda estar com aquele cara. Não faça isso. Fique solteira, porque você com o trambolho do lado talvez não esteja disponível pra quando o amor da sua vida chegar. Sem desrespeito a meu ex namorado, que é uma pessoa muito boa, mas agradeço pelo fim da nossa relação, mas não era pra ser. Porque questão de 2 meses após o termino eu estava de malas prontas pra mudar a minha vida. Dezembro acabou o relacionamento anterior, janeiro meu marido foi pra Goiânia e ficamos juntos, fevereiro ele me pediu em casamento, março eu já tinha mudado pra Inglaterra pra viver com ele. Cinco meses depois nos casamos e vivemos muito bem. E olha que eu sou gordinha, não tenho curso superior, nem dinheiro, pra oferecer só tenho o meu amor e companheirismo. O tal do "conto de fadas" acontece. A questão é que a gente passa tanto tempo beijando sapo querendo fazer virar príncipe, que perdemos homens incríveis que estão dispostos a te aceitar exatamente do jeito que você é. 

Se respeite, em primeiro lugar, daí perceba quem te respeita de volta e seja eternamente feliz!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

5. A espectativa da maternidade. Quero ter filhos, mas sou a favor do Aborto.

Depois que eu me casei tudo que me perguntam é quando eu vou ter filhos. A pressão é tão grande, como se fosse uma obrigação imediata. Calma lá! Acabei de me casar, não tem nem um ano! Quero namorar bastante, viajar e explorar o mundo com meu amado. Trabalhar, juntar dinheiro, comprar uma casa, mobiliar,  curtir cada cantinho da casa e aí sim eu vou fazer um filho. 

Confesso que até tenho pesadelos com gravidez. Isso mesmo: PESADELOS. Eu sei que não tá na hora. Acabei de me mudar pra outro país, estou aprendendo a conviver diariamente com meu marido. Eu quero uma relação forte, e eu quero aproveitar com intensidade a companhia dele. Quero viajar, sair, beber, me divertir com ele. Não quero engravidar e ficar pensando em tudo que eu estou perdendo. Eu quero engravidar e ter histórias pra contar pros meus filhos. Quero ter certeza que o tempo em que eu me desligar de tudo pra ser mãe de verdade, eu vou estar fazendo com todo amor e vontade do mundo. 

De certa forma me ofende o quanto as pessoas cobram que eu tenha uma "barriga". Todo mundo sonha, tem "certeza" que eu estou grávida. Todo fim de cartela de anticoncepcional é aquela tortura esperando que a menstruação desça. As pessoas te deixam paranoica! Insegura, e de certa forma isso pode até afetar a vida sexual do casal. Eu até parei de conversar com as pessoas que me cobram tanto e só falam da minha urgência em ter filhos, que assim eu aproveito mais a minha vida a dois.

A única razão pra se colocar um filho no mundo é "querer". Não é pra ter alguém pra cuidar de você quando for mais velho, ou porque a sociedade quis assim. Eu quero ser mãe. Mas tomo/tomei pílula anti-concepcional a vida inteira porque eu quero que a minha maternidade seja na hora certa. 

Mas nem todas as pessoas querem ter filhos. E é direito delas. Formar uma família não é obrigação. Fora que conceito de família hoje, por sorte, está muito mais diversificado. Se todos fossem capazes de gerar filhos tão perfeitos e educa-los o mundo não estaria tão cheio de violência, desonestidade falta de caráter. Os nomes disso são a falta de interesse de educar os filhos, falta de estrutura social e falta de capital. Então se uma pessoa tem a PLENA CONSCIÊNCIA que NÃO QUER, NÃO TEM CONDIÇÕES, NÃO TEM O MÍNIMO INTERESSE EM SER MÃE, respeite. Nenhuma mulher vai usar aborto como contraceptivo. O trauma é muito grande, não só pro corpo como pra mente... O que falta é estrutura social.  O único problema é que a nossa sociedade é tão hipócrita que uma mulher só pode ligar as trompas por exemplo, depois que tiver 2 filhos. A PESSOA NÃO QUER, e não tem direito nenhum nem de se prevenir (porque TODO MUNDO SABE QUE NENHUM MÉTODO ANTICONCEPCIONAL QUE TEMOS ACESSÍVEIS É 100% SEGURO), e quando chega ao caso de acontecer acidentalmente uma gravidez, ela não tem como terminar. E eu acho muito mais digno não ter filhos do que jogar uma criança no mundo sem rumo.
 
Enquanto ficam aí: "Aii sou contra o aborto", mas quando alguém te assalta, bate no seu carro, ou até mata uma pessoa que você ama, é a mãe desse cidadão que você xinga. E é a morte dele como justiça que você anseia. E principalmente essa criança que você quer obrigar o outro ter, você não vai levar pra casa e criar da maneira que se deve. Então esses que roubam, que matam em sua GRANDE maioria são filhos não desejados? De mães sem estrutura? Sem interesse nenhum de cria-los?! Então pode-se deixar crescer marginais e ai quando adultos mata-los e desejar que eles nunca tiverem nascido?! É isso!?

Então chega de hipocrisia. Respeite a vida e escolhas dos outros. As suas convicções, as suas decisões, são suas e dizem respeito a sua vida. A dos outros, não são da sua alçada

Eu não faria um aborto, pelas minhas convicções pessoais e religiosas, mas como ser humano EU RESPEITO O OUTRO, independente de suas escolhas e crenças.

Toda mulher sabe a violência que um aborto causa no corpo, ninguém vai se submeter a uma coisa de tamanha violência a não ser que realmente seja a única opção. Adoção??? O que tem de criança jogada pensando "porque eu não fui amada" não é brincadeira. O sistema é falho. Se você não adota, se você não apadrinha crianças abandonadas,e muito menos faz caridade pra crianças carentes (não falo de doar 5 pila pro criança esperança não) não estufe o peito e fale com propriedade sobre coisas que você não tem o interesse de fazer.

Tá passando da hora também do Estado deixar as pessoas com mais de 25 que não queiram ter filhos terem o direito de fazer uma Esterilização. Seja pelo ligamento das trompas ou uma vasectomia. E se a pessoa mudar de idéia? O Sistema de Adoção tá aí, vai fazer um bem pra sociedade.

1. Ser Mãe é Pra Quem Quer, e não uma obrigação

2. Nem todo casal quer ter filhos

3. Muitas mães solteiras não tem apoio financeiro do pai da criança, que mente o seu ganho pessoal ou simplesmente não trabalha pra não ter obrigação para com o rebento que não queria.

4. O aborto do homem é bem mais simples, é só virar a cara e falar "esse filho não é meu", ou fazer como o citado acima, sem que não tenha nenhuma responsabilidade de um filho que ele TAMBÉM FEZ.

5. É dever do Estado a saúde, independente da concepção religiosa a qual o paciente pertence. O Aborto deve ser humanizado. E não ser um risco pra vida da mulher em mão de açougueiros, venenos, entre tantos outros métodos perigosos de terminação.

6. O planejamento e estrutura familiar deveria ser direito. Se uma mulher não quer ser mãe, ou um homem não quer ser pai, AMBOS deveriam ter direito a esterilização se assim é sua vontade, independente do número ou ausência de filhos.
7. Sou cristã, tenho minhas convicções religiosas, mas entendo que o mundo é grande, cheio de religiões e convicções diferentes das minhas. Então eu respeito a diversidade de pensamentos. Nenhuma pessoa deve ser vitima de violência pelas suas escolhas. Se a minha decisão pessoal não altera em nada a vida das outras pessoas da sociedade, não diz respeito a eles, e somente a mim mesma.

8. Se você é contra o aborto, tenha seus filhos e os ame muito, e principalmente ensine a eles sobre diversidade e respeito. Não é porque você não gosta, não concorda que as coisas estejam acontecendo. Devemos falar nesses assuntos.