Reflexões do meu dia a dia, dos assuntos cotidianos, das polêmicas, das vivências... Aquelas idéias que talvez alguém queira compartilhar e opinar. Afinal aprendizado e conhecimento vem de discussões e troca de experiências!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

10. Intolerância Religiosa: Algumas coisas que não se percebe.

O que eu mais vejo de notícia hoje em dia é o fato que a bancada evangélica tá querendo se colocar acima de tudo e todos, e tirar do Brasil o status de ESTADO LAICO. Eu como cristã, independente de que vertente acho que isso é o maior desrespeito que existe para com as outras pessoas. Deus nos deu LIVRE ARBÍTRIO pra seguir a vida a nossa escolha. Tirar esse livre arbítrio além de ferir a Ele, fere a liberdade do ser humano dentro da sociedade. 

Se coloque na seguinte situação. Você vai para um país do oriente médio onde todos são Muçulmanos. Infelizmente você, no caso mulher, é violentada por uma pessoa estranha na sua visita. Pela lei do país você tem por obrigação se casar com seu estuprador ou ser executada.

Nossa que absurdo! Eu sou cristã, isso é um crime, não é a minha religião, não vou me casar com o meu agressor! Só que essa é a lei do Estado lá, então ou você faz ou você morre. Não tem opção. Não tem escolha. Essa é a situação que estão querendo colocar o Brasil. 

Mesmo que o cristianismo seja lindo em muitas partes, os seus pregadores infelizmente só valorizam o que lhes são de interesse. A parte de doar aos pobres, se desfazer dos bens materiais nunca foi lembrada. A de amar e respeitar ao próximo também não. Fora que o Brazil é um país de diversidade religiosa. Mais de 60% da nossa população é negra, além dos indígenas, outras vertentes do cristianismo que não o Evangélico. Fora judeus, budistas, muçulmanos, ateus... Acho absurdo querer institucionalizar uma religião com tanta gente de origens e credos diferentes. É puro preconceito. Simples e escrachado. 

Lembro de ter crescido em uma escola católica, onde sempre tinham eventos religiosos. Alguns alunos tinham o direito de não participar já que não eram daquela religião. Respeito, compreensão, compaixão. Acredito que essas devem ser as regras que regem as nossa leis e os nosso ensino. Fora que quando se trata de educação, a briga FÉ X CIÊNCIA seria épica. Seria um retrocesso. 

Não me entendam mal, mas quando a Bíblia foi escrita, foi em tempos totalmente diferentes. A terra era o centro do universo e o sol é que girava em torno dela. Foi em outro continente, outra situação, outra sociedade. Devemos sim valorizar cada lição dada nas Escrituras, mas temos que entender que vivemos em uma era totalmente diferente. A medicina era precária, e ainda se acreditava em magia. Hoje sabemos que muito dos feiticeiros da época, não eram mais do que gente com algum conhecimento científico e usava a química para assustar e manipular o povo. 

Eu sigo a palavra de Cristo. Que não tem nada sobre homossexualismo, guerra santa, obrigar as pessoas a serem cristãs. Que eu saiba era sobre espalhar o amor, perdoar, fazer o bem e não julgar o outro já que esse é o papel de Deus. Afinal ele não tirou Maria Madalena de sua execução?! Não nos fez lembrar que todos nós já praticamos o pecado?

Então pense nisso antes de querer impor a sua realidade. Todas as religiões tem suas belezas para aqueles que a seguem, e nem por isso é o que achamos certo. Devemos preocupar com o respeito, a dignidade, o amor ao próximo mesmo com seus defeitos e pecados. Não cabe a nós o julgamento. Não cabe a nós decidir. Devemos sempre oferecer a outra face, e não ser aquele que oferece o tapa. 

Que a justiça seja Laica, igual pra todos independente do credo. Já você e sua família, tenham a liberdade de acreditar, viver seus princípios, desde que eles não afetem diretamente a vida do outro. A religião é sua, e não do próximo.

domingo, 28 de junho de 2015

9. HOMOSSEXUAL: O peso da palavra!

A semana tem me espantado bastante, tantas mensagens de machismo e intolerância como eu nunca tinha visto antes, assim, bem escancarado! Mesmo com o Brasil já reconhecendo a união civil entre pessoas do mesmo sexo, esse assunto é um tabu imenso. Essa foi a semana que eu deletei "amigos" das minhas redes sociais, por conta de mensagens ofensivas pesadas com a manifestação de apoio das pessoas a liberação do casamento LGBT nos EUA.

Minha primeira observação é pelo simples fato de que a vida sexual das outras pessoas não cabe a ninguém, muito menos a minha! O ato sexual sempre foi chamado de "intimidade" por uma razão. É intimo e pessoal. Diz respeito somente as duas pessoas que o realizam e mais ninguém. A nossa função como pais ou educadores das novas gerações é alerta-los sobre os riscos do ato sexual, ensinar a prevenir doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada. Não adianta bater o pé, não adianta fingir que não vai acontecer. Muitos por certos princípios talvez se segurem até o casamento, ou esperem passar dos 18, mas uma hora ou outra o sexo vai aparecer na vida das pessoas, afinal é o nosso instinto mais primitivo.

O amor é algo tão imenso, quebra tantas barreiras, quem nem o maior dos preconceitos é capaz de mudar quem somos por dentro. Você pode por exemplo, parar de falar com alguém que você ama, brigar, se afastar, mas aquele sentimento dentro de você é eterno. O amor é burro e cego. Ele não vê sexo, não vê cor de pele, não vê distância. Ele simplesmente é. Celebrar o amor deveria ser algo comum e diário.

Se você não gosta de repolho, por exemplo, não quer dizer que todas as plantações de repolho do mundo precisam ser exterminadas. Uma pessoa ser homossexual não te faz ser homossexual. Ou você é, ou você não é. Não é um virus, não é uma doença, não é uma condição. É a percepção pessoal que a pessoa tem de si. Assim como tem muitos homens que gostam de cabelos longos, mulheres que gostam de cabelo curto e nem por isso são LGBT. Existem pessoas que gostam do trabalho pesado, e outras que gostam de trabalhos que exigem intelecto, e nem por isso umas são mais do que as outras. Não fazem homens menos homens, e mulheres menos mulheres. Eu mesma não sou a moça da maquiagem e o cabelo perfeito, além daquela roupa super feminina. O que também não me faz homossexual. É o meu gosto pessoal.

Cada pessoa é feita de experiências e sentimentos internos. Não tem como comparar, não tem como dimensionar a vida de alguém. Uma pessoa que se afogou por exemplo, pode nunca mais entrar numa piscina na vida, ou virar o maior nadador de todos pra vencer o seu medo próprio. O mesmo é com o preconceito alheio. Uma pessoa pode fingir que não sente, ou se libertar e encarar o medo de ser julgado. Assim como há pobres que trabalham duro, e filhinhos de papai que rendem ao tráfico.

Digo tudo isso porque temos a mania de estereotipar tudo! Se é preto é pobre. Se usa saia curta é vagabunda. Se divorciou porque não sabe agradar o marido. Se perdeu o emprego é porque é incompetente. Há tantas circunstâncias no meio disso tudo que é ignorada! O mesmo de falar que todo homossexual é afeminado/masculinizado demais. Que todo gay deseja ser mulher, que toda lésbica nunca foi "bem comida".

Uma amiga compartilhou uma notícia sobre um casal homossexual que abusou de uma criança, como se isso fosse a coisa mais absurda do mundo. Não pela situação da criança em si, mas porque foi um casal homossexual. TODOS OS DIAS tem milhares de pessoas heterossexuais abusando de crianças das maneiras mais absurdas. Religião, gênero, cor da pele, condição financeira, opção sexual, nunca foi agravante pra má índole. Gente ruim tem para todos os gostos! É só olhar no noticiário que a gente vê mãe, pai, tia, babá, pessoa estranha abusando de criança, até mesmo padre! Não é o gay que é problemático. O MUNDO é problemático e repleto de gente louca sem caráter. É só olhar os políticos do nosso país, desde os que tem formação superior, até os que vem do "povo" todo dia ajudam a acabar com tudo que temos, e ninguém parece se indignar...

Precisamos tirar o peso das palavras. Negro, Índio, Chinês, Japonês, Mulsumano, não é defeito. Homossexual não é defeito, Mulher não é defeito. Quantas vezes você houve "chora que nem uma mulherzinha". Ter religião não é defeito. Tudo depende do que a PESSOA, ser único e individual faz com as qualidades que tem.

Você respeitar a opção sexual de outra pessoa, a sua privacidade, não te faz homossexual. Se você for se indignar com a exposição "amorosa", se indigne com todas. Porque tem muita gente heterossexual na pouca vergonha na frente de crianças. Se indigne com quem fuma na frente de crianças sendo uma influência. Se indigne com o marido que bate na esposa e os filhos. Com o assassino, com o ladrão... Mas não com o amor de duas pessoas.

Quem tem a oportunidade de amar sabe que o amor é a coisa mais valiosa que temos. Ter alguém pra chamar de seu, pra te apoiar no dia a dia em meio as mil dificuldades que a vida trás, é algo impagável. Não tem intolerância, preconceito, revolta que vai parar o amor. Eu não vejo a minha vida sem meu marido, não quero nem pensar nela assim. E se qualquer pessoa tem esse sentimento tão imenso, essa alegria de estar perto de alguém que retribui as expectativas, eu quero mais é que sejam felizes. 

E para os religiosos de plantão. JESUS CRISTO NÃO DISSE UMA PALAVRA SOBRE HOMOSSEXUALIDADE. Não há relatos disso. Ele sempre pregou o amor, a caridade, a oração e a fé. Então ao invés de fiscalizar a felicidade alheia, se preocupem com os que realmente necessitam... tem muito doente, pobre, inválido, desempregado, precisando de ajuda. Gasta tempo e esforço com esses que pedem ajuda todos os dias e não são ouvidos. E quanto a julgar os outros. DEUS é o juiz, e não você. Preocupe com a sua cota de pecados. Preocupe em ser feliz com quem você ama... Tem mil outras coisas pra se preocupar do quem quem tá se deitando com quem.

A vida é muito breve. Todo dia perdemos pessoas cedo demais. Eu não quero que a minha vida se resuma a atrapalhar a felicidade dos outros. Quero que seja sobre eu cultivando alegria pra mim e pra quem está ao meu redor.

#MaisAmorPorFavor #NãoAoPreconceito #FaçaAlguémFeliz #Intimidadeépessoal

domingo, 24 de maio de 2015

8. Valores do mundo de hoje: os mais baratos e superficiais o possível!

É interessante quando percebemos as mudanças dos últimos anos no comportamento das pessoas. Hoje em dia somos bombardeados de notícias chocantes, mortes, assassinatos, humilhações, desvalorização do outro como pessoa. 

Estamos na era objeto. Na era do ego. Onde reconhecer o outro como um ser humano de igual valor e sentimento é algo totalmente absurdo. Somos julgados pelo nosso poder aquisitivo, nossa aparência, nosso status, estado civil, religião... TUDO! Menos o nosso caráter, nossa educação, nossa humanidade.

Até pra fazer caridade, hoje em dia as pessoas "pagam" um criança esperança da vida ( nota-se que eu não estou criticando o trabalho que o órgão executa, muito pelo contrário) ao invés de ir lá e levantar as mangas e fazer uma boa ação direta. Paga o dízimo, mas não tem coragem de tratar com educação aquele menos afortunado que passa por ele na rua. Não são doações! São simples massagens de egos, afirmando pra si mesmo que são bons. Porque se caridade é importante para o status social, a pessoa de alguma forma tenta suprir o requisito sem sujar as mãos. O mesmo a gente vê com tantas pessoas precisando de doação de sangue e medula óssea. Se todo mundo doasse 1x por ano que seja, medula óssea provavelmente seria uma vez na vida, os hemocentros não teriam nenhum problema e pessoas não morreriam de leucemia.

O que acontece é que perdemos os nossos valores. Respeito, educação, caridade e igualdade são conceitos que só conhecemos pelo dicionário. Hoje a geração é criada para o capital. Dinheiro é o que importa. E se algo é gratuito não tem valor nenhum! É só olhar a situação dos setores públicos do nosso país. Escola? Hoje em dia os professores são humilhados, têm carros riscados, pneus furados e sofrem ameaças de morte, onde sem nenhuma consequência os seus alunos publicam na internet esses atos bárbaros e ficam por isso mesmo. Transporte? Sucateados, não pela falta de manutenção somente, mas porque os usuários tem o prazer de destruir o que é coletivo. Eu lembro das famosas associações de bairros que faziam melhorias no coletivo pra tornar tudo mais bonito e durável.

Eu queria saber quando isso mudou. Eu queria saber se nossos pais e avós não nos ensinaram bem, ou se foram criadas com tamanha disciplina esmagadora que resolveram liberar demais as rédeas com as gerações seguintes. Desde vender filhos por bola de arame e cesta básica o mundo capitalista atual tem tirado o valor da vida, resumindo-a em números. Não me entendam errado, não estou fazendo um discurso comunista. Acredito que as coisas devem ser por merecimento. Mas também acredito que todos devem ter possibilidades iguais de alcançar os seus objetivos, daí até onde você quer ir, o que fazer, o quanto se esforçar é decisão pessoal. A questão do dinheiro é que tirou o valor do ser humano. Ser honesto no mundo de hoje é sinal de desvantagem. Se você tem capital você passa na frente da fila, você paga particular, você viaja, tem acesso a cultura, você tem uma condição melhor de vida. E se você é mais esperto, também.

A questão em si é o que estamos dispostos a fazer para ter esse tipo de poder. Chegamos na situação do mata ou morre. Somos humilhados se estamos fora do padrão de hoje, não temos nem comida no prato mas temos celulares de última geração e roupas de marca. No meio disso temos dois tipos de pessoas: as que trabalham loucamente pra manter o status, e os que roubam dessas pessoas pra ter o status. É tiro, facada, porrada, ameaça, estupro, tudo pra ter um poder, um status social de força. A nossa cultura hoje é baseada em desrespeito. É só olhar as músicas de hoje: sexo, dinheiro, passar a perna. Nada mais! Viramos todos pedaços de carne, carteiras ambulantes, contatos e vantagens. Amor se tornou algo distante e praticamente impossível de alcançar. 

Passamos mais tempo na academia em busca do corpo perfeito, no salão para unhas e cabelos impecáveis, cirurgias plásticas, roupas de marca, sapatos da moda, trocando celulares novos de perfeita qualidade em modelos mais novos por conta desse status que esquecemos de exercitar as nossas personalidades. Somos todos iguais. Mulheres principalmente! As mesmas roupas coladas, as mesmas fotos com biquinho, as mesmas mechas loiras no cabelo. Homens com seus carros, celulares, corpos (apesar de serem menos cobrados por isso). Será que isso é o resumo de tudo?! E a parte que eu sou divertida, engraçada, gosto de viajar e cozinhar? Que eu sou fiel, carinhosa, quero ter filhos, acredito em honestidade... Parece algo tão distante nas redes sociais! Essa felicidade de papel, onde o que importa é o que você ostenta.

Mas sabe, eu ainda tenho esperança. Que uma hora as pessoas vão se sentir tão vazias e solitárias que elas passem a lembrar daqueles valores reais. Que beleza acaba, que não tem dinheiro do mundo que vai fazer alguém amar você de verdade. Um "cuidador", ou um marido/esposa de enfeite não vai te dar aquele abraço apertado e um beijo gostoso de boa noite. Vai lembrar a diferença entre "sexo" e "fazer amor" e vai entender que por mais que sejam parecidos, o segundo é bem mais gostoso e realizador (com todas as fantasias inclusas!). Que um muito obrigada de alguém que você conversou, auxiliou, deu o lugar no ônibus te faz feliz e realizado por um dia inteiro! Muito mais do que ver " - 10 reais" no sua conta telefônica pra uma doação que você fez e nem vai se lembrar, capaz de ligar ainda na companhia pra perguntar o porque do acréscimo. Que a mesma frustração que você sente quando o seu esforço não é reconhecido, aquele professor, aquele caixa do supermercado, aquele porteiro que você tratou mal ou com indiferença também sente.

Tudo é questão de parar de olhar um pouco pro nosso próprio umbigo. Se coloque sempre no lugar do outro. Você gostaria de ser tratado assim?  Reveja seus conceitos, reviva os antigos valores. Dessa vida a gente não leva nada material, só as boas lembranças. No final, amor é tudo que nos resta. O conceito de riqueza tá distorcido! Rico é quem tem respeito próprio e pelos outros, que é honesto, que tem caráter. A vida pode nem sempre ser fácil pra gente assim - e é facil pra alguém?! -  mas com certeza eles vivem mais leve, com mais beleza, desfrutando com realidade os prazeres do dia a dia.

terça-feira, 17 de março de 2015

7. Pessoas na minha vida: Quem tá dentro, quem tá fora!

A alguns anos eu passei por varias situações chatas, constrangedoras e muitas vezes injusta. Mas quer saber, hoje eu percebo que em muita coisa a culpa foi minha. Somos nós quem escolhemos o nosso circulo social. 

É claro que existem pessoas aleatórias que por pura maldade e preconceito te assalta, te agride, fala mal de você, julga suas ações e você não tem nenhuma relação com elas, mas geralmente as pessoas que mais afetam o nosso dia a dia são as pessoas próximas. Nós colocamos expectativas. Fazemos de tudo por uma boa convivência e quando nos vemos falhar, a chateação é imensa. 

Sempre me ensinaram sobre amor, perdão, segunda chance. E assim fui mantendo muita gente tóxica na minha vida por acreditar e colocar esses preceitos em primeiro lugar. Não me entendam errado. Acho que a gente deve relevar e tentar deixar pra trás a maldade dos outros. As pessoas as vezes cometem erros, e essas são dignas de segunda chance. Mas tem gente que é por falta de caráter mesmo. E estas, são as pessoas que você deve cortar da sua vida. Perdoar, perdoe, mas jamais conviva com esse tipo de gente de novo! Essas pessoas só tem uma função: testar sua paciência, seu amor próprio, colocar pessoas contra você.... E ninguém precisa disso. A vida já tem obstáculos o suficiente pra você colocar mais um.

Eu não me importo com a opção sexual, cor da pele, situação financeira, muito menos com a religião. O que me importa é o que a pessoa tem dentro do peito. Um coração gentil, ou uma pedra maligna no peito. Eu vejo tanto discurso de ódio, desrespeito, desamor mesmo. Como diz as frases mais clichês... Não adianta passar o dia na Igreja, e desrespeitar o porteiro, matar o cachorro do vizinho envenenado, xingar e desrespeitar as pessoas na rua, comprar coisas roubadas, tirar vantagem dos ignorantes. Não adianta se dizer moralista mas não ajudar o seu próximo, não ter compaixão, não ter coragem de doar uma cesta básica ou um agasalho pra um necessitado. 



O que conta em uma pessoa é o CARÁTER ou falta dele. A capacidade que ela tem de prejudicar o outro pelo puro prazer doentio de fazer mal ou por se achar melhor do que alguém. Pessoas que enxergam somente o próprio umbigo, jamais vão agir pelo bem do outro, a não ser que tenha algum interesse direto, uma vantagem pra isso. Burlam leis, sem se importar com a consequência disso. Passam na frente dos outros na fila, que não oferecem o acento a uma grávida, idoso ou deficiente físico. Já ouvi gente reclamando até da existência da vaga pra idosos e deficientes no supermercado, como se essas pessoas não fossem envelhecer ou pudesse infelizmente sofrer um acidente e necessitar desse tipo de auxílio. É o caso de uma pessoa que compra um órgão no mercado negro por exemplo, e daí que alguém foi sequestrado e assassinado pra isso?!

E desde o empurrar o outro no ônibus pra entrar e sentar, ou cortar a fila pra ser atendido primeiro, a pagar propina pro guarda, e até dirigir bêbado, estas são as pessoas que não enxergam nada além da sua necessidade própria. As que traem, as que roubam, as que mentem. Pra muitos isso não é nada demais até atingir alguém da sua família ou a si mesmo. Se alguém é atropelado, se alguém é assaltado, essas pessoas assim como você podem pagar propina, sair por fiança, usar de influência.



Eu confesso que eu já errei, dirigi depois de umas cervejas, coisas desse tipo.  Mas nada do que eu fiz, por muita sorte, prejudicou outras pessoas. Mas eu me arrependo. E hoje, sigo o que eu acredito ser certo. Mas eu tenho orgulho de dizer que eu nunca fiz nada com a intenção direta de prejudicar alguém. Eu não agredi, não roubei, não matei, não fiz fofoca. Apesar de algumas pessoas sem caráter terem me acusado de ter feito.

O mais interessante é que tem gente que acredita nessas mentiras. Tipo uma menina que é o dobro de altura e largura que eu, falou que eu bati nela. Eu com o meu soco fracote (fiz muai thai e o saco de areia mal se mexia) bati numa mulher que é o dobro do meu tamanho. Depois essa pessoa ainda inventou mais e mais e mais, até coisa bem suja, sobre eu ter contado detalhes íntimos com uma pessoa que eu não tinha mais do que respeito, e que NUNCA existiram. E arrumou ainda testemunha tão mal caráter tanto pra dizer que é verdade. O mais interessante é que "testemunha" era uma pessoa que eu nem conversava. Que não convivia comigo, que não entrava dentro do meu carro, que eu nunca dei carona. Mas eu contei detalhes íntimos da minha vida pra essa pessoa que eu não me simpatizava, e que claro juntamente com a outra teriam vantagem se a pessoa que se tratava a conversa, brigasse comigo. Além de espalhar pra todo mundo, para que eu perdesse meus amigos, e a confiança do resto do grupo. É tão esquema pra prejudicar, que se fosse por preocupação, a conversa teria sido limitada a pessoa de interesse.

Mas eu escolhi conviver com essas duas pessoas. Eu deixei que fizessem parte do meu círculo por conta da educação, e uma delas eu cheguei a confiar um dia. Mas eu deveria ter visto. Pela a ação dessa pessoa com as outras. Até então eu não era boa em julgar caráter. 

Hoje antes de colocar alguém na minha vida eu observo bastante. Como uma pessoa trata o caixa do supermercado, o garçom no restaurante, o mendigo da rua, a velhinha no mesmo ônibus. Como essa pessoa defende suas idéias, fala sobre os outros ao redor, como se comporta. Alguém que se mostra aproveitador e violento eu literalmente CORTO da minha vida. É como se fosse um vício sabe. Se a pessoa vê uma oportunidade de tirar vantagem, ela vai tirar. Tem muita diferença no ladrão de galinha e no assaltante de banco. Na pessoa que comete um erro por inocência, e a que faz armadilhas contra a outra. 

Eu cansei de ser vítima desse tipo de gente. Eu larguei de mão do "segunda chance". Sempre que dei segundas chances foram necessárias terceiras, quartas e quintas. Não é necessário prejudicar ninguém. A não ser que a pessoa literalmente te agrida, te roube, ou coisa do tipo, o melhor é deixar de lado. Se necessário procure justiça, faça sua parte em sua defesa. Tentar falar a verdade muitas vezes só vai piorar a sua situação, porque gente RUIM arquiteta o plano muito antes de executar. As pessoas que você acredita que estão do seu lado, vão ser seduzidas pelas mentiras. E assim você e suas expectativas vão se sentir um fracasso nesse mundo injusto. 

É só olhar a situação política de hoje, coisas que são tão claras mas não se resolvem. Porque essas pessoas arquitetam tão bem suas tramóias e falcatruas que tem gente que as defende, que as colocam de volta no poder. 

Enfim, na minha vida hoje é assim, tem caráter, tá dentro. Não tem, passa longe. E não me importa quem seja. Parente ou não, desse povo eu quero é distância! Muitas vezes é melhor apanhar da vida de forma honesta e talvez mais solitária, do que se cercar de pessoas que só estão esperando uma chance de te deixar na mão. Eu procuro pessoas para somarem na minha vida, e não tiraram o prazer dela.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

6. Vida de Mulher Casada: Desvendando o mundo da vida a dois.

Nesses últimos anos que se passaram a minha vida tem dado uma guinada catastrófica. De morar na casa da minha mãe, fui parar na casa do meu pai, morei sozinha, e agora divido a casa com meu marido, Tudo isso em menos de 4 anos. Foram tantas mudanças, pessoas e costumes diferentes que quando passei a morar sozinha achei que tinha encontrado o meu paraíso. Mas depois me senti muito solitária. 

O mais incrível é como as regras se aplicam. Na casa da minha mãe eu vivia basicamente no meu quarto. Só saia de lá para comer, e nos fins de semana, quando não tinha ninguém em casa. Já na casa do meu pai foi algo mais tranquilo, porque somos duas pessoas muito parecidas. Nenhum invadia o espaço pessoal do outro, mas nos fazíamos grande companhia. Depois veio a fase de morar só. Ter o meu canto, os meus limites e as minhas responsabilidades. Apesar de me sentir sozinha as vezes eu adorava meu mundo com as minhas próprias regras. Pode parecer besteira, mas decidir a disposição dos móveis e as regras da casa são uma delícia. Até porque pra mim não tinha regra nenhuma! Era o meu canto! Os outros sim tinham que bater na porta e pedir pra entrar.... Paraíso! Daí eu reconheço a pessoa destinada a mudar a minha vida inteira, e me mudo pela terceira vez em quatro anos! 

Olha, esse sim é o paraíso. Moro de aluguel em um flat mobiliado. Ainda não tive o prazer das decisões da decoração e de cada canto da casa, até porque não vou investir dinheiro em um lugar que eu vou me mudar em poucos anos. Dou meus toques pessoais, mas vai assim mesmo. Mas o paraíso em si não é pela casa, que é bem confortável por sinal, mas pela companhia incrível que eu tenho diariamente. 

Muitos podem dizer que eu to ainda no clima de lua de mel. Mas como é de praxe, eu acredito que o primeiro ano sob o mesmo teto é decisivo. Ou você ama pra sempre ou odeia. O que mais tem é história de casal que não sobrevive a um aniversário. O que acontece é exatamente a parte que muitas vezes a gente quer se libertar da regra dos outros e impor as nossas.

Dormir e acordar juntos todos os dias é bem diferente daqueles fins de semana na casa da sogra. As responsabilidades do café da manhã, almoço e janta são suas. Dividir banheiro, aguentar a bagunça do outro, os gostos peculiares do outro, compartilhar os momentos, a TV. Acredito que as coisas que mais pegam são o banheiro, os momentos e a TV. 

Eu tenho a sorte de ter um marido bem mais vaidoso que eu. Ele tem as coisas dele muito bem organizadas. Eu sim sou a godzilla da relação. Mas acho que uma das coisas essenciais dele ser assim comigo é exatamente o fato de eu não exigir nada. Eu divido o meu shampoo com ele, deixo pegar as minhas liguinhas de cabelo na hora de se barbear (ele tem o cabelo pelos ombros, e o amarra pra não cortar as pontas na gilete), não me importa se o assento está levantado ou abaixado. Afinal é o mesmo esforço pros dois. Já sou muito agradecida por o assento estar sempre limpo, sem respingos, deixamos um bom ar no banheiro assim como um desinfetante... ou seja, usou da maneira que precisou, limpou e deixou pronto para o uso do outro. Acho bem interessante essa da briga do assento. Gente. A gente vai em tanto bar, shopping onde tem banheiros que 1000 pessoas usaram, as vezes sujo, e a gente usa sem frescura! Agora ficar nessa de "ai deixa o assento abaixado". Não. Exige o banheiro limpo, e só pra constar é VIDA A DOIS. Ambos tem que ceder.  Falar a verdade pra vocês eu nem reparo muito no assento. Até acho que a maioria das vezes o vaso tá é completamente fechado pra não respingar a descarga. Pra mim o nome disso é frescura. Eu divido. Ele não usando o meu sabonete íntimo, que é a única coisa específica pra mulher no meu banheiro, tá tudo ótimo. E claro eu também respeito as lâminas de barbear dele. Já compro um pacote de descartável e deixo no armário, se por acaso em uma emergência precisar eu tenho as minhas. Assim não tem briga! 

Compartilhar os momentos é bem complicado, porque primeiro que você está com a pessoa quase todo o tempo. Aquelas coisas que vocês faziam durante o dia inteiro cada um na sua casa, agora tem que ser feita no tempo da vida a dois. Então sempre vai rolar o momento "cada um no seu canto". Isso não quer dizer que a pessoa não te ama. Isso quer dizer que ela está sendo ela mesma. Ninguém dá conta de ficar 24h voltado para o outro. Agora mesmo estou aqui blogando, ação minha, somente minha. Ele tem as horas de jogar o futebol, olhar e-mails, etc. Mas é importante também determinar os momentos de estar juntos. Rotina mesmo. Aqui em casa as refeições sempre são compartilhadas. E durante o quilo a gente assiste juntinho um seriado, um filme se der tempo. Quanto o tempo sobra a imaginação vem a tona, jogamos baralho, dominó, montamos quebra-cabeças, além de conversar muito. Reservamos pelo menos 2h para o individual, e o resto do tempo compartilhamos. Nas folgas uma saída é obrigatória. Que seja caminhar no parque de mãos dadas, ir a um bar, jogar uma sinuca. Não pode é ficar na mesmice trancado em casa, porque não tem santo que aguente! Quando a pessoa passa um tempo curto com você ela sempre vai ter muitas novidades e coisas sobre o dia dela pra contar, na vida a dois você faz parte do dia, então as novidades parecem desaparecer... Por isso saiam! Vão ver gente,  comentar o que estão vendo e partilhem sobre o dia no trabalho.

E por ultimo a tal da TV. Queremos estar sempre juntinho mas cada um tem um gosto diferente, ele por exemplo com os jogos de futebol, e eu tenho um gosto de seriado e filme mais românticos (sim! sou mulherzinha). Mas pelo menos eu tenho notado que temos manejado bem esse tempo juntos. O futebol como tem horário marcado, eu já sei que não tenho direito de pensar em trocar de canal. E tenho o meu horário de malhação em que a TV é minha por 1h diariamente. O resto do dia decidimos que vamos assistir coisas que ambos gostamos. Os gostos peculiares deixamos pra assistir no computador/tablet nos momentos sozinhos. Eu mesma odeio filme de terror, me dá pesadelos. Não gosto dessas coisas relacionadas com morte, guerra, acidente. Filmes de ação assisto poucos. E já amo musicais que parece que é o terror dos homens... hahaha. Então pra não torturar em nome do amor, ficamos nas comédias policiais, românticas e nos seriados que ambos achamos interessante. Ambos rimos e continuamos mantendo o bom humor. Óbvio que há exceções! Sempre aceito às sugestões das coisas que ele realmente quer me mostrar e vice e versa. Mas no fim um sabe o que é tolerável para o outro e não ultrapassar essas barreiras faz um bem danado para a vida a dois. 

No mais como tudo é se adaptar e ceder de vez em quando. Eu por exemplo não gosto de comida apimentada, mas quando vou servir pra ele atenciosamente coloco o vidro de pimenta do lado, ou não faço escândalo se ele re-temperar a comida no prato deles desde que ele prove antes o que eu me esforcei pra fazer . Ele entendeu que nem todo dia eu vou ser a deusa da lingerie, e também isso não quer dizer que eu não queira me relacionar com ele. Só que quando você está sozinha, com tempo dá pra se produzir toda, e dividindo o mesmo quarto, o mesmo banheiro (aqui só tem um!) fica meio difícil ter privacidade para preparar essas performances. Mas sempre tem os momentos disponíveis pra essas coisas, quando o outro dá aquela ida no mercado, durante a  volta do outro do trabalho, quando a gente fica com a casa inteira disponível. E se ele tiver em casa e quiser, não custa nada pedir também. Acho ótimo inclusive saber que existe desejo, fantasias onde eu sou o foco, e não uma mulher da revista ou de um filme. Pior seria ele não se importar com essas coisas. E sinceramente eu vejo muita mulher fazendo a fresca. Porque homem não quer saber se você ainda não depilou, se você não quer ir por cima hoje. Ele quer saber de carinho, de atenção e retribuição. Converse, explique seus termos e condições e aproveite o desejo do outro. A não ser que você não esteja realmente a fim, é besteira ficar nessa tortura de "aiii, não seiiiii...mas tem issooooo e aquilooooo", isso broxa qualquer um. Se homem se fresquiar pra mim sem razão nenhuma eu vou ficar p. da vida. Então em retribuição eu jogo limpo: "tô afim", "não tô afim", "com um carinho posso entrar no clima", simples assim. Vida a dois é basicamente conversa. Eu falo quando eu quero mais carinho, quando eu quero mais intensidade, quando quero dormir de conchinha e quando to agoniada e quero dormir solta na cama, e ele a mesma coisa. Nada de cara feia! Nada de forçar a barra.

Respeitar o limite do outro é essencial, e entender também que ninguém acorda bonito todo dia. O cabelo bagunça, a cara incha e amassa, ficamos cheios de marca de costura na cara, finalizado com aquele bafinho matinal. O corpo muda, as pessoas engordam, emagrecem, tem o dia de stress no trabalho, as vezes não dormem bem e ficam de mal humor, e nós mulheres temos a famosa TPM. Reconheça os sinais. Quando meu marido tá de mal humor eu nem chego perto, deixo ele me procurar, me contar as coisas, nem contesto muito. Assim como a gente tem as loucuras do período menstrual, eles tem os dias de humor alterado também. Daí é só lembrar do carinho e esforço deles com as nossas loucuras e fazer igual.

Acho que meu casamento vai passar do primeiro ano! E vai durar pelo menos uns bons anos (eu acredito que pra sempre... kkkk) Enquanto as pessoas não entenderem que se trata de uma vida a dois, muita gente vai falhar. Não é por falta de amor. É por puro egoísmo mesmo. Muita gente gosta de puxar o limite do outro, do estilo "se ele/a me ama vai fazer por mim", simplesmente para alimentar o ego, fazer uso do poder que tem sobre o outro. Daí temos aqueles casamentos a base barganha, que também acabam quando aparece outra pessoa que tem propostas melhores a oferecer. Eu não procuro algo assim. Procuro o que é bom pros dois, ambos devem ter vantagem, ser equiparados em importância na relação.

Todo casamento vai ter discussões, e eu acredito que seja saudável. Tentar chegar a um consenso mostra interesse na relação. O perigoso é a pessoa não se importar, ignorar e cada vez mais se afastar de você. Não falo briga, com xingamentos e agressões. Desrespeito não leva a lugar nenhum, e não demonstra amor em nada. Uma coisa que eu noto bastante é que tem homens e mulheres que confundem o "fetiche" com o dia a dia. Uma coisa é a pessoa gostar de uma "dirty talk", de uns tapas, puxadas de cabelo e palavrões durante o ato sexual, outra coisa é isso ocorrer no dia a dia, em todos os ambientes. No resto dia é pura violência, nada mais. Eu sinceramente não acredito que uma pessoa goste de grosseria o tempo inteiro. O que acaba acontecendo é que o homem acha que tem direito de tratar a mulher como um brinquedo, ali pra satisfazer as suas vontades e obedecer, e a mulher por gostar disso na cama, acha que deu o direito para o parceiro de trata-la assim e prefere não cortar para não perder o relacionamento. E a ressalva que tem mulher que também faz esse papel, trata o homem feito um lixo, e ele movido pela paixão aceita as humilhações. Isso não é saudável. Sexo e a realidade do convívio na vida do casal são coisas distintas. Tem que existir carinho, respeito, limites. Numa relação, independente do sexo de ambos os parceiros, tem que existir hora pra tudo. Até porque não tem coisa mais feia do que casal ao gritos e berros na rua, cenas de ciúmes violentas, e gente achando que não merece respeito porque gosta de uma pegada mais forte. Isso é instinto primitivo, não tem nada com seus valores como um ser humano. Então por favor, separem a personalidade sexual para a hora do sexo. Faz um bem a você e a todos o que te cercam, mas principalmente pra você e a sua autoestima.

Enfim, isso é um pouco do que tenho descoberto morando junto a quase um ano. Espero conseguir sempre seguir desse princípio de me importar com os sentimentos do meu marido. E que eles se mantenha também assim, esse doce que é comigo. Trabalhar no respeito, o tempo em conjunto e o tempo pras particularidades é muito importante, mas mais do que isso respeitar os limites do outro. Supere os seus limites, mas não imponha o limite do outro. Tudo é discutido, tudo é pesado e dosado. E nunca parem de namorar. Isso é essencial. Ficar bonitos, cheirosos e exibir um ao outro e para os outros é uma delícia. Faz bem pro ego e pra relação!

Pra todo chinelo velho tem um pé cansado. Se a relação não tiver dando certo, se o outro não faz por você coisas que são razoáveis no seu dia a dia, ai sim acredito que é hora de repensar no relacionamento. Porque a vida a dois é pra ser feliz, aproveitar... e não uma guerra diária. O maior erro, falo como ex-solteira que esteve muito tempo na praça, é se relacionar com pessoas que não te completam só pra não ficar sozinha. A gente sabe que a relação não vai pra frente. Que a pessoa te decepciona. Você se imagina com outras pessoas, em outras relações, tá sempre comparando a sua relação com a dos outros pra saber os pontos positivos de você ainda estar com aquele cara. Não faça isso. Fique solteira, porque você com o trambolho do lado talvez não esteja disponível pra quando o amor da sua vida chegar. Sem desrespeito a meu ex namorado, que é uma pessoa muito boa, mas agradeço pelo fim da nossa relação, mas não era pra ser. Porque questão de 2 meses após o termino eu estava de malas prontas pra mudar a minha vida. Dezembro acabou o relacionamento anterior, janeiro meu marido foi pra Goiânia e ficamos juntos, fevereiro ele me pediu em casamento, março eu já tinha mudado pra Inglaterra pra viver com ele. Cinco meses depois nos casamos e vivemos muito bem. E olha que eu sou gordinha, não tenho curso superior, nem dinheiro, pra oferecer só tenho o meu amor e companheirismo. O tal do "conto de fadas" acontece. A questão é que a gente passa tanto tempo beijando sapo querendo fazer virar príncipe, que perdemos homens incríveis que estão dispostos a te aceitar exatamente do jeito que você é. 

Se respeite, em primeiro lugar, daí perceba quem te respeita de volta e seja eternamente feliz!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

5. A espectativa da maternidade. Quero ter filhos, mas sou a favor do Aborto.

Depois que eu me casei tudo que me perguntam é quando eu vou ter filhos. A pressão é tão grande, como se fosse uma obrigação imediata. Calma lá! Acabei de me casar, não tem nem um ano! Quero namorar bastante, viajar e explorar o mundo com meu amado. Trabalhar, juntar dinheiro, comprar uma casa, mobiliar,  curtir cada cantinho da casa e aí sim eu vou fazer um filho. 

Confesso que até tenho pesadelos com gravidez. Isso mesmo: PESADELOS. Eu sei que não tá na hora. Acabei de me mudar pra outro país, estou aprendendo a conviver diariamente com meu marido. Eu quero uma relação forte, e eu quero aproveitar com intensidade a companhia dele. Quero viajar, sair, beber, me divertir com ele. Não quero engravidar e ficar pensando em tudo que eu estou perdendo. Eu quero engravidar e ter histórias pra contar pros meus filhos. Quero ter certeza que o tempo em que eu me desligar de tudo pra ser mãe de verdade, eu vou estar fazendo com todo amor e vontade do mundo. 

De certa forma me ofende o quanto as pessoas cobram que eu tenha uma "barriga". Todo mundo sonha, tem "certeza" que eu estou grávida. Todo fim de cartela de anticoncepcional é aquela tortura esperando que a menstruação desça. As pessoas te deixam paranoica! Insegura, e de certa forma isso pode até afetar a vida sexual do casal. Eu até parei de conversar com as pessoas que me cobram tanto e só falam da minha urgência em ter filhos, que assim eu aproveito mais a minha vida a dois.

A única razão pra se colocar um filho no mundo é "querer". Não é pra ter alguém pra cuidar de você quando for mais velho, ou porque a sociedade quis assim. Eu quero ser mãe. Mas tomo/tomei pílula anti-concepcional a vida inteira porque eu quero que a minha maternidade seja na hora certa. 

Mas nem todas as pessoas querem ter filhos. E é direito delas. Formar uma família não é obrigação. Fora que conceito de família hoje, por sorte, está muito mais diversificado. Se todos fossem capazes de gerar filhos tão perfeitos e educa-los o mundo não estaria tão cheio de violência, desonestidade falta de caráter. Os nomes disso são a falta de interesse de educar os filhos, falta de estrutura social e falta de capital. Então se uma pessoa tem a PLENA CONSCIÊNCIA que NÃO QUER, NÃO TEM CONDIÇÕES, NÃO TEM O MÍNIMO INTERESSE EM SER MÃE, respeite. Nenhuma mulher vai usar aborto como contraceptivo. O trauma é muito grande, não só pro corpo como pra mente... O que falta é estrutura social.  O único problema é que a nossa sociedade é tão hipócrita que uma mulher só pode ligar as trompas por exemplo, depois que tiver 2 filhos. A PESSOA NÃO QUER, e não tem direito nenhum nem de se prevenir (porque TODO MUNDO SABE QUE NENHUM MÉTODO ANTICONCEPCIONAL QUE TEMOS ACESSÍVEIS É 100% SEGURO), e quando chega ao caso de acontecer acidentalmente uma gravidez, ela não tem como terminar. E eu acho muito mais digno não ter filhos do que jogar uma criança no mundo sem rumo.
 
Enquanto ficam aí: "Aii sou contra o aborto", mas quando alguém te assalta, bate no seu carro, ou até mata uma pessoa que você ama, é a mãe desse cidadão que você xinga. E é a morte dele como justiça que você anseia. E principalmente essa criança que você quer obrigar o outro ter, você não vai levar pra casa e criar da maneira que se deve. Então esses que roubam, que matam em sua GRANDE maioria são filhos não desejados? De mães sem estrutura? Sem interesse nenhum de cria-los?! Então pode-se deixar crescer marginais e ai quando adultos mata-los e desejar que eles nunca tiverem nascido?! É isso!?

Então chega de hipocrisia. Respeite a vida e escolhas dos outros. As suas convicções, as suas decisões, são suas e dizem respeito a sua vida. A dos outros, não são da sua alçada

Eu não faria um aborto, pelas minhas convicções pessoais e religiosas, mas como ser humano EU RESPEITO O OUTRO, independente de suas escolhas e crenças.

Toda mulher sabe a violência que um aborto causa no corpo, ninguém vai se submeter a uma coisa de tamanha violência a não ser que realmente seja a única opção. Adoção??? O que tem de criança jogada pensando "porque eu não fui amada" não é brincadeira. O sistema é falho. Se você não adota, se você não apadrinha crianças abandonadas,e muito menos faz caridade pra crianças carentes (não falo de doar 5 pila pro criança esperança não) não estufe o peito e fale com propriedade sobre coisas que você não tem o interesse de fazer.

Tá passando da hora também do Estado deixar as pessoas com mais de 25 que não queiram ter filhos terem o direito de fazer uma Esterilização. Seja pelo ligamento das trompas ou uma vasectomia. E se a pessoa mudar de idéia? O Sistema de Adoção tá aí, vai fazer um bem pra sociedade.

1. Ser Mãe é Pra Quem Quer, e não uma obrigação

2. Nem todo casal quer ter filhos

3. Muitas mães solteiras não tem apoio financeiro do pai da criança, que mente o seu ganho pessoal ou simplesmente não trabalha pra não ter obrigação para com o rebento que não queria.

4. O aborto do homem é bem mais simples, é só virar a cara e falar "esse filho não é meu", ou fazer como o citado acima, sem que não tenha nenhuma responsabilidade de um filho que ele TAMBÉM FEZ.

5. É dever do Estado a saúde, independente da concepção religiosa a qual o paciente pertence. O Aborto deve ser humanizado. E não ser um risco pra vida da mulher em mão de açougueiros, venenos, entre tantos outros métodos perigosos de terminação.

6. O planejamento e estrutura familiar deveria ser direito. Se uma mulher não quer ser mãe, ou um homem não quer ser pai, AMBOS deveriam ter direito a esterilização se assim é sua vontade, independente do número ou ausência de filhos.
7. Sou cristã, tenho minhas convicções religiosas, mas entendo que o mundo é grande, cheio de religiões e convicções diferentes das minhas. Então eu respeito a diversidade de pensamentos. Nenhuma pessoa deve ser vitima de violência pelas suas escolhas. Se a minha decisão pessoal não altera em nada a vida das outras pessoas da sociedade, não diz respeito a eles, e somente a mim mesma.

8. Se você é contra o aborto, tenha seus filhos e os ame muito, e principalmente ensine a eles sobre diversidade e respeito. Não é porque você não gosta, não concorda que as coisas estejam acontecendo. Devemos falar nesses assuntos.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

4. Saúde ou Padrão de Beleza? Como a gente vive no meio disso?

Posso não ter o fôlego pra correr maratonas ou a força de muitos que conheço, mas se pegar o meu exame de sangue te garanto que é bonito que só. Posso ser obesa, mas sou sinônimo de saúde sim!  Todas as minhas taxas refletem uma pessoa SAUDÁVEL. Colesterol controlado, glicemia, vitaminas, ferro, todo o tipo de alimento de deixar qualquer nutricionista orgulhoso é comum nas minhas refeições, além de ter uma vida parcialmente ativa, pois me exercito por volta de 1 hora todos os dias.

Não faço apologia a obesidade, tenho lutado contra a balança desde sempre, mas me irrita profundamente ver gente falando que pessoas obesas não podem ser exemplo pra ninguém porque são gordas, é a coisa mais absurda que eu já vi.

Tem muita diferença em ser uma pessoa saudável e ser um atleta, ou uma pessoa magra.O padrão de beleza é tão absurdo e tá tão infiltrado na cabeça das pessoas que chega a ser triste. Mulheres e homens bonitos, cheios de saúde, se privando de viver por conta de uma determinação que sei lá quem inventou. Se você quer ser atleta, tenho total respeito pela sua disciplina, mas não quer dizer que o meu modo de viver esteja errado. Magreza não é sinonimo de saúde. Tem gente que tem uma boa genética e vive de fast-food. Quer dizer pra mim que um exame de sangue dessa pessoa tá mais bonito que o meu?! NUNCA NA VIDA!

TEMOS QUE INCENTIVAR A SAÚDE. Não só a Corporal, mas a Mental também. Temos que nos amar independente da forma dos nossos corpos. Não é a toa que os casos de obesidade e anorexia são inúmeros. Somos sempre forçados a nos julgar diante dos olhares dos outros, e de maneira dura. O comer demais e o se privar de alimentação são reflexos da busca e frustações por esses padrões quase inalcançáveis. Uma pessoa que se odeia, que se acha horrível, dificilmente vai apelar para o saudável.  Ela vai buscar pelo extremo, pelo rápido, pelo fácil.

Somos seres diferentes de genética diferentes. Não vai ter batata doce que vai deixar uma pessoa de estrutura fina com as coxas iguais as minhas e vice versa, a não ser que eu fique a beira da desnutrição vou continuar tendo esses dois grandes pernis! Só se for na prótese ou cortando fora em uma cirurgia. Hoje em dia inclusive é difícil não conhecer alguém que não colocou pelo menos um silicone nos seios. Não estou dizendo que ter vaidade é errado, mas muita gente tem ultrapassado o limite do normal, e a indústria da beleza e a fome por dinheiro de alguns médicos tem arriscado muitas vidas. Conheço gente que troca de prótese, de corpo, de acordo com a moda. Pessoas que se submetem a anestesia geral, cirurgia, simplesmente porque agora é assim que uma pessoa tem que se parecer. E não só mulheres, homens também estão moldando os corpos no silicone.

Se uma pessoa se alimenta saudável e tem uma vida ativa, não importa se tá 10kg acima do peso padrão. O IMC vem pra nos ajudar a prevenir doenças, saber aonde estão os riscos e quando eles tem tendência maior de aparecer, mas não é definitivo. Sempre fui acima do peso (cheguei a obesidade grau 3, 40kg acima do IMC normal para o meu tamanho) e nunca tive diabetes, ou qualquer outra doença relacionada ao peso. Tudo isso porque apesar do meu amor a um prato de macarrão, sempre me exercitei e me alimentei de forma correta. Alimentos integrais por exemplo podem ter muito mais calorias que os comuns, de farinha branca. É a qualidade do que você come que conta pra sua saúde. Uma boa parte dos atletas estão fora do padrão IMC. O índice de massa corporal não calcula massa magra e % de gordura no seu corpo, não te fala da falta de ferro, seu colesterol alto ou da sua hipoglicemia. As avaliações físicas hoje em dia são muito mais complexas

Quer saber se você tem tendência a uma longa vida!? Vá ao médico e peça um check-up geral. Se todas suas taxas estão normais e você tem uns quilos a mais, não se preocupe! Continue se cuidando, se alimentando bem e se exercitando. Até porque a cervejinha e o churrasco também fazem parte da vida, e se não tem impedimento médico, não faz mal a ninguém!

Saúde é bem mais complexo do que aparência. Não vamos confundir as coisas!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

3. Ser mulher no mundo de hoje. Respeito na era objeto!

Cresci em uma família onde as mulheres trabalham e se sustentam, são independentes. Por alguma razão essa primeira geração de mulheres auto-suficientes se tornaram obra de casamentos problemáticos, e no fim todas se tornaram solteiras. Não porque não eram mulheres amorosas, mas porque as minhas (ao menos) gerações anteriores por grande maioria se casaram pela pressão social, e no fim talvez não fizeram escolhas baseadas no amor. 

Hoje em dia não temos essa obrigação. Casar e se separar é algo rápido e simples, junta documentação, marca uma horinha no cartório e pronto! E pra descasar?  Mesma coisa! Ainda que ainda exista a pressão social, pois ainda essa geração de mulheres e homens "de família" e seus pensamentos foram repassados. Os nossos pais (pelo menos os do meu convívio social) já nos criaram pra focar nos estudos, na carreira, na independência. É claro que eles querem que sejamos felizes, encontrar alguém pra passar a vida ao nosso lado. Mas quem mais nos cobra por formar uma família, somos nós mesmos. Afinal, ninguém quer ficar sozinho. Alguns optam por uma longa temporada de "aproveitar a vida" em sua solteirísse, mas no fim acabamos cansados das noites solitárias. Só há divergências nisso por questão cultural e religiosa, mas pela grande maioria das leis, somos livres.

Eu sempre me identifiquei com o movimento feminista. Existem FEMINISTAS (movimento de mulheres pelo respeito e igualdade na valorização da mulher como pessoa) e existem FEMISTAS (hoje popularmente chamado de FEMINAZIS, que acreditam na superioridade da mulher, o espelho do machismo) os termos só se confundiram. Feminismo luta pela liberdade e igualdade da mulher e com isso todos os seus Direitos, INCLUSO o de não ser taxada como feminista. Qualquer mulher que se respeite com mulher, já é o suficiente. E as que ainda não querem tamanha independência (seja por religião, cultura, ideal) asseguramos o direito delas de um dia mudar de opinião. Uma mulher jamais deve pregar a misoginia (ódio a outras mulheres, de diferente opinião, de diferente cultura, de outra etnia) e também a misandria (ódio ao homem). Nenhum ser humano deveria pregar o DISCURSO DO ÓDIO. Atitudes como essa jamais deveriam ser chamadas de feministas. Se uma mulher julga outras mulheres por terem uma linha de pensamento diferente, não caracteriza luta pela liberdade, e sim pela padronização da mulher, só que num estereótipo de suas próprias idéias, nada diferente do machismo que anda solto por ai. Respeitemos os fetiches, as escolhas, a cultura, a religião das mulheres alheias. O importante é que essa tenha o direito de mudar quantas vezes quiser. Seja Livre.

O que acontece hoje é que o mundo anda tão bagunçado que nem sabemos mais a diferença das coisas. Provavelmente vou ser crucificada pelas minhas palavras mas vou dar a minha opinião sincera.

Não acho que sair por aí de peito NU seja protesto. Até porque de mulher pelada o mundo tá cheio, tá na internet, tá nos outdoors, ta na tv, e tá na arte também, pra todos os tipos e gostos. Como uma mulher que já trabalhou com um grupo feminista, e me considero feminista, acho que já tem imagem o suficiente de mulher pelada pela mídia. Respeito a gente exige com leis. Com bons argumentos, com postura. Vivemos em sociedade e acho que alguns limites devem sim ser respeitados. De AMBAS as partes. Do mesmo jeito que não me considero uma "vadia". O uso de pejorativos jamais deveriam ser a descrição uma mulher, quanto mais sua bandeira. Sou livre, faço minhas escolhas na vida e na intimidade, e não sou uma vadia por isso. Porque os caras apelidaram assim, vou usar de bom grado pra falar que não me importo?! Eu me importo sim! Acho que devemos exigir respeito, o fim do baixo calão. Fazer igual não é protesto e sim dar o que eles querem. Pra mudar as atitudes é na base da educação. Não quero que meus filhos vejam na rua mulheres peladas com escritas no corpo dizendo que são vadias. Vou ensinar a eles que todos somos seres humanos com sentimentos e merecemos respeito. Que somos passíveis de erros, mas também capaz de corrigi-los. Desculpe a quem doer. Mas quer fazer algo pela defesa do direito da mulher?! Estude, vire policial, vire advogada, ingresse na carreira politica, seja voluntária em abrigos, vire psicóloga e trabalhe com a reconstrução da auto-estima e vida de mulheres e crianças vitimas de violencia doméstica, ou simplesmente haja como um ser humano. Isso é fazer diferença. Mostrar o peito, se chamar de vadia, não é. Sou mulher livre, de direitos e de escolhas. Se me ofender é na justiça que me defendo. Pra mim isso é feminismo. Valorização da mulher como um ser capaz, de direito.

O mundo do capital, da padronização, do estereótipo só  nos trouxe desonestidade e troca de valores. A diferença é que antes mulheres eram meras moeda de troca no mercado do casamento, hoje com essa liberdade, ao invés de serem escolhidas elas escolhem com quem passar a vida. Mas os padrões antigos onde o dinheiro é o quesito principal, ainda é muito contemporâneo. O que mudou foi a capacidade de  mulheres se tornaram também polos de poder aquisitivo. 

O que não dá pra entender é que com tanta possibilidade, a mulher ainda se dobre as vontades e estereótipos masculinos de beleza. Fomos tão a frente e de certa forma regredimos ao tentarmos ser de novo um objeto de consumo. Isso é tão triste! Devemos ser quem queremos ser, e não o que nos dizem pra ser.

Me dói mais ainda ver mulheres passando por cima de outras mulheres ao tentar roubar o namorado/a ou o/a marido/esposa alheio/a. Muitas vezes não por amor, mas pelo mero poder de faze-lo. O outro de inocente nessa história não tem nada, mas também somos culpadas por não nos respeitarmos. O mundo está assim hoje porque nós também somos desonestas, porque nós não nos respeitamos como mulheres, e não respeitamos as outras mulheres. Não é questão de liberdade sexual. Você como mulher solteira tem direito de dormir com quem quiser, quantas vezes quiser, mas quanto ser humano, deve respeitar o outro.

Apontamos tanto o dedo para o machismo do dia a dia, que nem percebemos que contribuímos para esses acontecimentos em gênero, número e grau. Um homem não vai trair, pegar mulher, a não ser que minta sobre seu estado civil. Daí sim, falta de vergonha na cara dele. Mas se você sabe, e não tá nem aí, você contribui para que o "trair", o "desrespeito" seja algo normal. Depois fica realmente difícil exigir um homem bom e honesto pra ser seu cobertor de orelha

Respeito mulheres! Não sejam um mero objeto, não se tratem como nada! E mais ainda, não objetifiquem, diminuam as outras mulheres! Elas tem valor, tanto quanto você! Assim o mundo muda. Enquanto culparmos o outro e esquecermos das nossas atitudes, tudo vai continuar igual.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

2. Auto-conhecimento: A melhor armadura.

Uma das coisas que eu percebi nesses meus vinte e alguns anos de vida é que não há nada melhor do que conhecer a si mesmo. É a nossa melhor arma, e também a melhor defesa. Mas para termos essa "armadura" o principal é agir com verdade. 

Aquele velho ditado que diz "uma mentira contada mil vezes se torna uma verdade" vale muito bem pra nossa alma, pra nossa personalidade. Tentamos muitas vezes ser tanto como os outros que esquecemos da nossa essência e as nossas ações, apesar de errôneas e não condizer com o que realmente sentimos, ainda sim são nossas.

O auto-conhecimento é o que deixa a vida mais leve. Encarar nossos defeitos e qualidades de peito aberto evita mágoas, evita auto-flagelação, evita desapontamentos. Sou ciente do meu corpo,  se alguém me chama de gorda, por mais ofensivo que possa parecer, não deixa de ser a realidade e não vai me afetar tanto como quando alguém me chamar de "vadia", por exemplo. Eu hoje vejo os meus atributos como minhas qualidades. Se eu fosse parar pra me ofender com cada vez que me confundiram com gravida, olharam curiosos o que tinha no meu carrinho de supermercado ou no meu prato de comida, eu viveria em depressão. A gente se preocupa tanto com a opinião alheia, né?! Hoje em dia eu relaxei quanto a isso. Se a sua família, pessoas que supostamente são programadas geneticamente pra te amar, as vezes te decepcionam, imagina os outros que não tem nada a ver com você!

O problema é se apegar nesses pequenos detalhes. Não to aqui dizendo que ser gorda é saudável, só os céus sabem o quanto eu me esforço pra perder peso, acho que 80% dos gordos fazem dieta, e porte físico é opinião pessoal de cada um, é gosto. Eu estou dizendo que sou muito mais do que meu corpo. Eu sou uma pessoa gentil. Eu dou bom dia pras pessoas na rua, eu sorrio pra elas, eu cuido das pessoas que eu amo, eu tento fazer caridade (não digo doar dinheiro pra tal lugar, é ir lá e fazer mesmo,cozinhar uma sopa para os moradores de rua, doar roupas, brinquedos, sapatos, cesta básica, montar o enxoval pra uma mulher grávida sem condições...), eu escrevo minhas idéias e as divido com as pessoas, gosto de uma discussão (não é briga, é argumentação) e vou aprendendo cada vez mais sobre tudo e todos. Isso deve valer de alguma coisa! E com criança!? E com bichos?! Eu adoro os outros seres vivos! Eu peço por favor, eu falo obrigada, eu dou meu assento pra uma pessoa idosa, com criança ou com alguma deficiência ou machucado. Considerando o mundo de hoje, faço mais que muita gente. Não roubo. Não traio. Não jogo lixo no chão, só na minha casa, porque eu que limpo depois. E quando eu me dou conta de tantas coisas boas que eu sou capaz de fazer, eu falo pra mim mesma que eu sou "incrivelmente maravilhosa", e pouco me importa o que os outros acham. Até porque a opinião de uma pessoa que acha que o meu "caráter" não conta, pra mim não serve de nada.

Quando acho que alguém é gordo, que tem algum tipo de problema, ao invés de falar pelas costas, tenho como melhor opção perguntar para pessoa em questão se ela está bem. Se a pessoa não quiser ajuda, tudo bem, posso ficar triste por isso. Mas acredito que devemos respeitar o espaço pessoal do outro.

Não digo que temos que concordar com tudo em relação às outras pessoas, afinal somos produtos de circunstâncias e criações diferentes, mas temos sim que respeitar as experiências alheias. É o mesmo que falar que todo homem não vale nada ou que toda mulher é superficial. Existem pessoas boas e ruins, independente do sexo, altura, etnia e condição social. E em uma discussão os dois lados podem ter razão, tudo depende de perspectiva, ninguém é dono da verdade, e nunca será.O certo e o errado é o que as circunstâncias nos ensinam. É errado matar uma pessoa, mas se defender de uma pessoa que está tentando te matar, e acidentalmente acabar matando-a não faz de você um assassino. Em ambas as circunstâncias alguém foi morto. Nada é definitivo, imutável, incontestável.

O mesmo vale pra religião. Não concordo com muitas coisas, mas se a pessoa que a pratica acredita que está fazendo o certo para SI MESMO, eu não tenho problema nenhum. Desde que as decisões dos outros não interfiram com o meu livre arbítrio, não tenho com o que lutar. Agora se uma pessoa que não crê, é obrigada por outro a passar por doutrinação, daí acredito que uma interferência é valida.

Mas voltando ao assunto. Nada melhor do que ser dono de si e de suas idéias. Aprender com seus "defeitos", erros, e todo dia tentar ser uma pessoa melhor. Quando nos encaramos e sabemos o que queremos mudar, e o que queremos manter, nada extra parece ofensivo. Se alguém te faz um comentário sobre algo que você já sabe e está tentando mudar, até pode surpreender o outro com suas respostas. Imagina alguém virar pra você e falar "nossa, você tá com um mal cheiro", e você responder "Nossa! Me desculpe por isso, eu tenho problema de glândula e transpiro muito, mas to fazendo tratamento, procurando uma solução!". A pessoa que fez o comentário maldoso vai se sentir envergonhada. A gente não deve se levar tão a sério! 

Eu falo muito alto, eu sei que é uma coisa horrível, meu marido sempre gesticula pra mim, carinhosamente, abaixando a mão, ou virando o botão do volume imaginário. Eu não me ofendo. Não acho que ele esteja me mandando calar a boca, ou tentando me ofender. Mas eu também não preciso gritar... As vezes até damos gargalhadas juntos, comigo falando "blábláblá" com a bocona bem aberta, tirando sarro de mim mesma.

Só nos sentimos vítimas, quando encaramos tudo como acusações. Enquanto o outro não partir pra agressão, deixe estar. Acho que o que incomoda mais é o fato de você não se importar. Do seu autocontrole, da sua segurança. Se você se fizer de frágil, de coitado, o mundo vai te engolir vivo.

Tive algumas pessoas na minha vida que tentaram ao máximo destruir a minha autoestima, me fazer me sentir miserável. E por um bom tempo eu me deixei levar. Sabe o que me trouxe?! Nada! Só depressão, 30kg a mais na balança, isolamento. A partir do momento que passei a ignorar tudo eu me redescobri. Encontrei meus prazeres, a minha felicidade, tomei rédeas da minha vida. O outro? O que aconteceu?! Sabe-se lá! Não sei, não quero saber... Tô muito ocupada cuidando de mim e de quem eu gosto pra perder tempo. 

Temos que aprender a fechar as portas de muita coisa que faz mal pra gente, trancar e jogar a chave fora. Lembranças de momentos ruins só nos levam a depressão. Melhor perder tempo construindo boas memórias.

Aprenda a se amar, a se melhorar, e se conformar com os seus atributos. Uma pessoa que conhece a si mesma, não se perde na ilusão maldosa que os outros tem. E acredite, por mais que o mundo pareça solitário as vezes, tem alguém que gosta de gente exatamente como você. E quando você é verdadeiro consigo e com os outros, coisas absurdas jamais serão atribuídas a você, as pessoas que realmente se importam jamais acreditarão nas mentiras alheias. Só "acredita" quem deseja se afastar de você. E pra essas pessoas, melhor não tê-las por perto.

domingo, 11 de janeiro de 2015

1. O Início de Tudo : Eu quero ser Feliz!

Sempre faço muitas reflexões durante meu dia a dia. Penso nos caminhos que trilhei pra chegar até aqui. Mulher, baixinha, fora do peso, casada, sem filhos, pouco contato com a família, porém muito feliz. Acho que sempre nos vendem uma idéia de felicidade inatingível e nos faz esquecer das principais coisas: somos pessoas diferentes, umas mais baixas, outras mais magras, umas solteiras, outras com alguma limitação física, gente que gosta de filme antigo, gente com medo de escuro, gente que gosta de gente do mesmo sexo, e principalmente gente criada em situações, condições e circunstâncias diferentes! Como dizer pra essa variedade de gente que a receita da felicidade é só uma?! 

Persegui primeiro a idéia de que família é a base de tudo, que você pode confiar, que eles jamais te decepcionariam. Primeiro erro. Com o tempo a gente aprende que todos em sua experiência de vida são capazes de errar, de mentir, e te machucar, por mais que tenham a melhor das intenções. Tive muita sorte, isso eu jamais vou negar. Boa educação, boa alimentação, moradia com tudo que eu tinha direito além de transporte próprio. Carinho, muito carinho, as vezes até em excesso. Sou produto de uma infância completa e feliz.

Já na adolescência comecei a perceber que nem todos ao meu redor eram super-heróis, a partir do momento que você adquire sua autonomia, você passa a ter conflitos pelas suas idéias, e mais do que isso, aquelas respostas simples e chantagens com agrados já não funcionam quando você vê uma discussão acontecendo, você tem olhos ouvidos e capacidade de entender tudo o que está acontecendo. Daí você começa a concordar, ou discordar com as atitudes de quem nos cerca. Não é que a adolescência os filhos ficam "terríveis". Eles só cansam das mentiras que os pais contam. Eu tive bem divido os dois comportamentos, um lado que mentia, tentava me comprar com presentinhos e o outro lado que ficava do meu lado e me dizia a verdade por mais que doesse... Advinha de qual lado me aproximei mais? 

Então família pode te trazer felicidade, mas não é o sinonimo pra isso. Ter carinho e gente que te apoia com certeza torna tudo mais fácil, mas nem todos nós temos a sorte de pessoas verdadeiras. Nem todos nós temos pai e mãe em casa. As vezes não temos ninguém. A tal da diversidade de circunstâncias. Mas também a prova que só porque você não teve "berço" não quer dizer que você não alcance a felicidade.

Outra coisa que aprendi é que família não é formada só por papai, mamãe, irmão... Família é formada por pessoas que se importam com você. Tenho muitos pais de coração que cuidaram de mim quando eu precisei e tive muitos irmãos que me apoiaram que não tem o mesmo sangue que o meu. Família é quem a gente escolhe pra conviver com a gente. O marido, a esposa, o namorado, a namorada, e os melhores amigos... Nenhum deles é obrigatoriamente seu parente e não deixam de ser a sua família, o seu apoio nas horas difíceis. E como a família tradicional eles também estão totalmente aptos a te decepcionar... mas não quer dizer que não vão te ajudar a alcançar a felicidade.

Depois procurei felicidade na aparência. Os filmes, novelas, sempre mostram que as mulheres bonitas tem tudo. As pessoas bonitas em geral. Tem dinheiro, prestígio, são adoradas, tudo é mais fácil! Passei uma adolescência inteira buscando um corpo que se eu tivesse hoje seria grata, e me amaria bastante! O que não explicam pra gente é que meu corpo não vai mudar pra ficar igual o de uma pessoa com o biotipo diferente. Eu e as minhas coxas grossas jamais seriamos magrinhas como uma modelo de passarela. Até posso chegar a isso, mas passando por uma doença grave de nutrição pra perder tanta massa muscular. Dá pra mudar o corpo com cirurgia plastica, mas mesmo assim não dá pra fugir do biotipo. Busquei tanto a felicidade em ser como os outros que não sabia o quanto eu já era feliz. Tudo era tão menos complicado!

Na infância, os problemas de uma criança classe média, é escolher os brinquedos que querem brincar, as cores que vão colorir o desenho, qual será a próxima diversão. Adolescente, passar nas provas finais, ficar bonita pra quando o gatinho/gatinha passar, achar o seu grupo, não se sentir embaraçado pelos pais. Mas claro que o dia a dia nos trás surpresas que podem abalar bastante a nossa normalidade. Eu por exemplo perdi vários amigos por suicídio. Pessoas do meu dia a dia simplesmente viraram nada tendo tanto pela frente... Divorcio dos meus pais foi outra coisa que me abalou muito. Mas principalmente ver pessoas que eu gostava se perderem numa decisão ruim de acabar com a vida, me abriu os olhos pra muitas coisas que eu não percebia antes. A sorte de ter um dia a mais nesse mundão imenso. 

A partir desses acontecimentos eu percebi que eu era a única responsável pela minha vida, os caminhos que eu iria seguir, as coisas que posso conquistar, e consequentemente em como ser feliz. Aprendi que é necessário procurar certos prazeres pra aguentar todas as adversidades que vão aparecer no caminho, porque a vida vale a pena, e muito! Apesar de todos sermos vítimas das incertezas de como e quando a vida terá fim, nos cabe aproveita-la ao máximo e claro preserva-la para seguirmos em frente. Nesse caminho de procurar uma vida boa e bem vivida, tenho tido meus erros e acertos, mas que estão fazendo a minha experiência única e incrível. 

O meu convite, com essas reflexões que aqui escrevo, é que percebam que tudo que acontece trás uma consequência ruim e uma boa. Cada dificuldade, por mais que machuque, nos ensina buscar novos caminhos para tornar tudo melhor. Pelo menos eu, a cada dia, agradeço a chance de te-lo vivido, e peço mais saúde e mais tempo, pra conhecer mais do mundo, amar mais, conhecer novos sabores, e errar bastante, pra poder superar as quedas e sempre buscar novas maneiras de ser feliz. Isso é algo que mesmo vindo de várias vidas distintas, é possível pra todos, em seus diversos prazeres.

Minhas alegrias por exemplo são: meu marido, cozinhar, comer, viajar, tirar fotografias, bebês (se me for permitido, terei o meu), cantar, dançar, entre outros. Nesses momentos eu descubro a felicidade plena! Com o tempo meus prazeres podem mudar, mas com certeza encontrarei outra razão pra ter meus momentos de alegria.

O que te traz alegria!? E quanto disso você tem na sua vida hoje?! Eu por exemplo opto por cozinhar quase todos os dias, pra comer bem e o que eu gosto. Viajo pelo menos 3x ao ano, tiro foto de todos os lugares que eu vou, canto no chuveiro e mimo o bebe dos outros na rua!  O Marido eu namoro todos os dias! Sempre o encho de carinho e por sorte recebo de volta - afinal amor é uma vida de mão dupla!

Felicidade não tem um modelo a ser seguido, e não está em uma pessoa ou um grupo delas, não é um corpo, condição financeira, e sim o que te faz sentir especial, mesmo que não faça muito sentido pras outras pessoas. Eu sou gordinha e quero emagrecer, meu marido ama gordinhas... vai entender!